Voltar... ir de um lugar ao outro... partir. Permanecer em estado dançante enquanto vemos a - mesma e- diferente paisagem nos atravessar. Mesmo aqui, já estou de partida! Olá!
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O apanhador de desperdícios
Uso as palavras para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras fatigadas de informar.
Dou mais respeito às que vivem de barriga no chão tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou respeito às coisas desimportantes e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões. Prezo a velocidade das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios: Amo os restos como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática: eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
BRESSON + BARROS = SUSPIROS
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
sexta-feira, 29 de agosto de 2008

DESPEDIDA
Entre mi amor y yo han de levantarse
trescientas noches como trescientas paredes y el mar será una magia entre nosotros.
No habrá sino recuerdos.
Oh tardes merecidas por la pena,
noches esperanzadas de mirarte,
campos de mi camino, firmamento
que estoy viendo y perdiendo...
Definitiva como un mármol
entristecerá tu ausencia otras tardes.
Borges+Antonioni+A despedida é a possibilidade de um reencontro... vamos?
segunda-feira, 25 de agosto de 2008

As coisas que escutamos pelos cantos e linhas da vida... e tentamos traduzir (?):
Traduzir é trair.
Educar é trair.
Esconde-se para mostrar o que se sente
Relações transformam as condições.
Escola... um lugar de passagem... entre casa e cidade.
O amor é fora do tempo.
A vida é a arte das despedidas.
Silêncios nos levam ao simples.
Aqui e agora: um mistério perto demais para sebermos o que é.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
La función del lector
Cuando Lucía Peláez era muy niña, leyó una novela a escondidas. La leyó a pedacitos, noche tras noche, ocultándola bajo la almohada. Ella la había robado de la biblioteca de cedro donde el tío guardaba sus libros preferidos.
Mucho caminó Lucía después, mientras pasaban losaños. En busca de fantasmas caminó por los farallones sobre el río Antioquía, y en busca de gente caminó por las calles de las ciudades violentas. Mucho caminó Lucía, y a lo largo de su viaje iba siempre acompañada por los ecos de los ecos de aquellas lejanas voces que ella había escuchado, con sus ojos, en la infancia. Lucía no ha vuelto a leer ese libro. Ya no lo reconocería. Tanto lo ha crecido adentro que ahora es otro, ahora es suyo.
Eduardo Galeano + Monet
Eduardo Galeano + Monet
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Por uma pedagogia del antes...

Antes
Antes de mi tu nos eras tu
antes de ti yo no era yo
antes de ser nosotros dos
no había ninguno de los dos,
no había ninguno de los dos.
Antes de ser parte de mi
Antes de darte a conocer,
tú no eras tú y yo no era yo,
parece que fuera antes de ayer,
parece que fuera antes de ayer.
Antes que nadayo quiero aclarar
que no es que estuviera,tampoco pasándolo mal antes
(tampoco estaba pasándolo mal antes)
Pero algo de mí yo no supe ver hasta que no me lo mostró,
algo de ti, que quiero creerque no vio nadie antes que yo,
que nadie vio antes que yo.
Después de todolo que quiero es decir
que no entiendo cómo podía vivir antes
no entiendo cómo podía vivir antes
no entiendo cómo podía vivir antes
no entiendo cómo podía vivir antes.
SIL+DREXLER+CHAGALL=?ANTES...
(Para escutar a música... antes... clicar no título)
terça-feira, 24 de junho de 2008

RIESGOS
Encontrarnos regalándonos.
Nesse acto-tecimiento de hacer un regalo
de pensarlo, de deixar vir,
de interpelarnos.
O suficientemente ingrávidos para encontrarlo
sin estar buscándolo.
Atentos ao que possa aparecer en algún instante.
Encontrarnos regalándonos.
Nesse acto-tecimiento de hacer un regalo
de pensarlo, de deixar vir,
de interpelarnos.
O suficientemente ingrávidos para encontrarlo
sin estar buscándolo.
Atentos ao que possa aparecer en algún instante.
Un regalo pasa entre os dois.
También acontece.
También é tránsito
y experiencia
y un pasar;
y un pasar para o outro lado.
También acontece.
También é tránsito
y experiencia
y un pasar;
y un pasar para o outro lado.
Encontrarnos regalándonos.
Nesse acto-tecimiento de hacer un regalo
de pensarlo, de deixar vir,
de interpelarnos.
O suficientemente ingrávidos para encontrarlo
sin estar buscándolo.
Atentos ao que possa aparecer en algún instante.
Ni yo, nem você.
Un regalo também é "entre".
Como un outro en uno mismo.
Como habitar lo extraño en uno.
Silva + o que nos passa + um certo olhar
terça-feira, 10 de junho de 2008

VIVER
Vovô ganhou mais um dia. Sentado na copa,
de pijama e chinelas, enrola o primeiro cigarro e espera
o gostoso café com leite.
Lili, matinal como um passarinho, também
espera o café com leite.
Tal e qual vovô.
Pois só as crianças e os velhos conhecem a
volúpia de viver dia a dia, hora a hora, e suas esperas e
desejos nunca se estendem além de cinco minutos...
Vovô ganhou mais um dia. Sentado na copa,
de pijama e chinelas, enrola o primeiro cigarro e espera
o gostoso café com leite.
Lili, matinal como um passarinho, também
espera o café com leite.
Tal e qual vovô.
Pois só as crianças e os velhos conhecem a
volúpia de viver dia a dia, hora a hora, e suas esperas e
desejos nunca se estendem além de cinco minutos...
Mário Quintana + Paradiso
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