quinta-feira, 26 de julho de 2007
quinta-feira, 19 de julho de 2007

Quero dar meu conselho aos denegridores do corpo: Não devem mudar de método de ensino, mas unicamente despedir-se de seu próprio corpo [...], e assim fazer-se mudos. A criança se expressa assim: "Eu sou corpo e alma". E por que não se expressar como as crianças? Quem está desperto e consciente exclama: Todo eu sou corpo e nenhuma outra coisa. A alma só é uma palavra para uma partícula do corpo.
NIETZSCHE.
NIETZSCHE.
terça-feira, 10 de julho de 2007

COMUNIDADE
Somos cinco amigos; uma vez saímos um atrás do outro de uma casa; primeiro veio um e pôs-se junto à entrada, depois veio, ou melhor dito, deslizou-se tão ligeiramente como se desliza uma bolinha de mercúrio, o segundo e se pôs não distante do primeiro, depois o terceiro, depois o quarto, depois o quinto. Finalmente, estávamos todos de pé, em uma linha. A gente fixou-se em nós e assinalando-nos, dizia: os cinco acabam de sair dessa casa. A partir dessa época vivemos juntos, e teríamos uma existência pacífica se um sexto não viesse sempre se intrometer. Não nos faz nada, mas nos incomoda, o que já é bastante; porque se introduz por força ali onde não é querido? Não o conhecemos e não queremos aceitá-lo. Nós cinco tampouco nos conhecíamos antes e, se se quer, tampouco nos conhecemos agora, mas aquilo que entre nós cinco é possível e tolerado, não é nem possível nem tolerado com respeito àquele sexto. Além do mais somos cinco e não queremos ser seis. E que sentido, sobretudo, pode ter esta convivência permanente?, se entre nós cinco tampouco tem sentido, mas nós estamos já juntos e continuamos juntos, mas não queremos uma nova união, exatamente em razão de nossas experiências. Mas, como ensinar tudo isto ao sexto, pôsto que longas explicações implicariam já em uma aceitação de nosso círculo? É preferível não explicar nada e não o aceitar. Por muito que franza os lábios, afastamo-lo, empurrando-o com o cotovelo, mas por mais que o façamos, volta outra vez.
Somos cinco amigos; uma vez saímos um atrás do outro de uma casa; primeiro veio um e pôs-se junto à entrada, depois veio, ou melhor dito, deslizou-se tão ligeiramente como se desliza uma bolinha de mercúrio, o segundo e se pôs não distante do primeiro, depois o terceiro, depois o quarto, depois o quinto. Finalmente, estávamos todos de pé, em uma linha. A gente fixou-se em nós e assinalando-nos, dizia: os cinco acabam de sair dessa casa. A partir dessa época vivemos juntos, e teríamos uma existência pacífica se um sexto não viesse sempre se intrometer. Não nos faz nada, mas nos incomoda, o que já é bastante; porque se introduz por força ali onde não é querido? Não o conhecemos e não queremos aceitá-lo. Nós cinco tampouco nos conhecíamos antes e, se se quer, tampouco nos conhecemos agora, mas aquilo que entre nós cinco é possível e tolerado, não é nem possível nem tolerado com respeito àquele sexto. Além do mais somos cinco e não queremos ser seis. E que sentido, sobretudo, pode ter esta convivência permanente?, se entre nós cinco tampouco tem sentido, mas nós estamos já juntos e continuamos juntos, mas não queremos uma nova união, exatamente em razão de nossas experiências. Mas, como ensinar tudo isto ao sexto, pôsto que longas explicações implicariam já em uma aceitação de nosso círculo? É preferível não explicar nada e não o aceitar. Por muito que franza os lábios, afastamo-lo, empurrando-o com o cotovelo, mas por mais que o façamos, volta outra vez.
FRANZ KAFKA
quinta-feira, 5 de julho de 2007
sexta-feira, 29 de junho de 2007
quinta-feira, 28 de junho de 2007

Dar a ler, então, é dar as palavras sem dar ao mesmo tempo o que dizem as palavras [...] Somente aquele que não sabe ler pode dar a ler. Aquele que já sabe ler, aquele que já sabe o que dizem as palavras, aquele que já sabe o que o texto significa [...] esse dá o texto já lido de antemão e, portanto, não dá a ler.
Jorge Larrosa
segunda-feira, 25 de junho de 2007
quinta-feira, 21 de junho de 2007
O TREM-METRÔ Marcelo Cunha Bueno
O menino estava no banho, sua mãe disse que iriam para a casa dos tios de metrô. Lava a cabeça, lava o pé, passa sabão e deixa escorrer. Me... o quê? Perguntou o menino, tirando o xampu do rosto. Metrô, meu filho, você nunca viu um, né? Disse a mãe com voz compreensível para o filho.
O metrô é parecido com trem, mas ele anda embaixo da terra. Embaixo da terra? Como?? Na cabeça do menino, aquele metrô era uma nave espacial, feita para andar na terra, com furadores enormes na frente que arrancavam e detonavam todas as pedras, canos de esgoto, terras e tijolos que encontravam em seu caminho.
Mas, e os tatus? Que tatus, meu filho? E se tiver um tatu no meio do caminho do trem-metrô. Não tem tatu nos trilhos. No trilho? O metrô vai de trilho? É, meu filho, como você achou que ia, perfurando?
O menino secava-se com a toalha. Quem dirige o vagão do trem-metrô? Não é trem-metrô, é só metrô – corrigiu a mãe. Aposto que é o papai. Só ele teria coragem para andar embaixo da terra! Não, é o motorista! Coloca a sandália para ir ao quarto.
Com a sandália no pé e as idéias na cabeça... A que horas o tr..., o metrô vem buscar a gente? Como saberemos que ele chegou? Ele toca alguma buzina? – perguntou o menino. Não, depois que você se arrumar, nós iremos até a estação. A que horas ele passa? Sempre passa, toma, dá o pé – disse a mãe com as meias na mão. Então, já teve um metrô que cavou um buraco? Não, quem cavou foram alguns homens. O papai ajudou a cavar, não foi? Não, meu filho, seu pai trabalha com outras coisas... Amarra o tênis. Mas, como o motorista sabe onde é a casa do tio e da tia? Ele não sabe – respondeu a mãe, apressada. Não sabe? Você vai explicar? Não. Você sabe dirigir metrô? Não! Vamos, estamos ficando atrasados com tantas perguntas.
No caminho, o menino continuava a pensar. Seu coração batia rápido. Ele anda rápido? Quem, seu tio? Não, o metrô! Anda, muito rápido. Ele é supersônico? O que é isso, filho? Não sei, acho que deve ser, sei lá. As pessoas sabem que existe o metrô? Claro! Por que é que elas não estão lá? Não sei. Deve ser muito legal andar nele.
Enfim, chegaram à estação. Cadê? Cadê o quê? O metrô, mãe. Já vai, filho.
Bilhete magnético, catraca eletrônica, escada rolante... só podia ser um sonho! De repente, no túnel, uma luz se aproximou. Os olhos do menino, arregalados, brilhavam de emoção. Lá vinha a sua nave espacial, conduzida por seu pai, em um buraco-túnel, cavado pelo mesmo, para levar-lhe até os seus tios, rápido como um supersônico, por um caminho feito especialmente para a ocasião. Pegaram e foram.
Quem pode desdizer a imaginação de uma criança?
terça-feira, 19 de junho de 2007

TODA PORTA QUERIA SER UMA JANELA
Marcelo Cunha Bueno
Janelas não querem entrar nem sair, querem apenas deixar passar. Têm olhos que vêem o movimento de pessoas, plantas e animais. Contentam-se apenas com passos e sorrisos. Abrir uma janela pela manhã, é dar bom dia à vida!
Pela janela, podemos ver com os olhos de quem está de fora e de dentro, ao mesmo tempo. Janelas são as verdadeiras portas de entrada de uma casa. Janelas com cortinas, janelas com flores, plantas, decoradas, janelas com os olhos de quem as habitam.
Os sonhos moram nas janelas. Lembro-me das manhãs de minha infância. Viajávamos eu, minha mãe, tia e primo, para um sítio gostoso no interior de São Paulo. Era um lugar repleto de janelas. Todas as manhãs, podia escutar minha mãe e minha tia dando bom dia para a cidade.
Acordava sonhando! As janelas eram rústicas, cor da própria madeira. Tinham cheiro das folhas dos pinheiros próximos da casa. Faziam barulho cada vez que abriam e enchiam o ambiente de luz. Um ritual digno de se guardar na memória!
Na sala de nossa casa, havia pelo menos oito janelas bem altas que davam para um terraço enorme. Podíamos ver um vasto gramado pelas janelas da frente e, pelas das laterais, víamos um pequeno vale. Um lugar de infância e brincadeiras. A casa parecia não ter paredes. Parecia ser uma grande janela - para o mundo!
Por ela, avistávamos os visitantes e, por ela, despedíamo-nos também. Por ela, caminharam as sensações mais deliciosas de minha vida. Cheiro de comida no fogão, sons de panela e pratos sobre a mesa. Músicas que povoaram a minha meninice, cantadas pela minha avó, tocadas pela vitrola que não existe mais. Por ela, via minha mãe rindo e me chamando para tomar banho e comer. Por ela, trocava a porta e, moleque, pulava-a correndo em busca de uma bola. Por ela, posso ver a minha infância.
Janelas deixam a luz entrar, conversam com o mundo exterior e abrem caminhos para o interior. A vida deve ser como uma casa repleta de janelas. Dizer aos outros que devem abrir as portas para conquistar seus desejos, é tirar a possibilidade da contemplação que é própria dos sonhos.
As crianças gostam de janelas. Não importa de onde sejam, gostam de olhar por elas. Quem não pegou seu filho, em um momento de silêncio, a olhar o mundo de passagem pela janela do carro? Devemos abrir as janelas de nossa sensibilidade e deixar que o mundo nos toque, devemos abrir nossas janelas e nos implicar com as coisas que estão ao nosso alcance. Abrir janelas é como dar uma chance para as surpresas que o mundo tem para nos oferecer.
Marcelo Cunha Bueno
Janelas não querem entrar nem sair, querem apenas deixar passar. Têm olhos que vêem o movimento de pessoas, plantas e animais. Contentam-se apenas com passos e sorrisos. Abrir uma janela pela manhã, é dar bom dia à vida!
Pela janela, podemos ver com os olhos de quem está de fora e de dentro, ao mesmo tempo. Janelas são as verdadeiras portas de entrada de uma casa. Janelas com cortinas, janelas com flores, plantas, decoradas, janelas com os olhos de quem as habitam.
Os sonhos moram nas janelas. Lembro-me das manhãs de minha infância. Viajávamos eu, minha mãe, tia e primo, para um sítio gostoso no interior de São Paulo. Era um lugar repleto de janelas. Todas as manhãs, podia escutar minha mãe e minha tia dando bom dia para a cidade.
Acordava sonhando! As janelas eram rústicas, cor da própria madeira. Tinham cheiro das folhas dos pinheiros próximos da casa. Faziam barulho cada vez que abriam e enchiam o ambiente de luz. Um ritual digno de se guardar na memória!
Na sala de nossa casa, havia pelo menos oito janelas bem altas que davam para um terraço enorme. Podíamos ver um vasto gramado pelas janelas da frente e, pelas das laterais, víamos um pequeno vale. Um lugar de infância e brincadeiras. A casa parecia não ter paredes. Parecia ser uma grande janela - para o mundo!
Por ela, avistávamos os visitantes e, por ela, despedíamo-nos também. Por ela, caminharam as sensações mais deliciosas de minha vida. Cheiro de comida no fogão, sons de panela e pratos sobre a mesa. Músicas que povoaram a minha meninice, cantadas pela minha avó, tocadas pela vitrola que não existe mais. Por ela, via minha mãe rindo e me chamando para tomar banho e comer. Por ela, trocava a porta e, moleque, pulava-a correndo em busca de uma bola. Por ela, posso ver a minha infância.
Janelas deixam a luz entrar, conversam com o mundo exterior e abrem caminhos para o interior. A vida deve ser como uma casa repleta de janelas. Dizer aos outros que devem abrir as portas para conquistar seus desejos, é tirar a possibilidade da contemplação que é própria dos sonhos.
As crianças gostam de janelas. Não importa de onde sejam, gostam de olhar por elas. Quem não pegou seu filho, em um momento de silêncio, a olhar o mundo de passagem pela janela do carro? Devemos abrir as janelas de nossa sensibilidade e deixar que o mundo nos toque, devemos abrir nossas janelas e nos implicar com as coisas que estão ao nosso alcance. Abrir janelas é como dar uma chance para as surpresas que o mundo tem para nos oferecer.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
A Educação pela Pedra Uma educação pela pedra: por lições;
Para aprender da pedra, freqüentá-la;
Captar sua voz inenfática, impessoal
[pela de dicção ela começa as aulas].
A lição de moral, sua resistência fria
ao que flui e a fluir, a ser maleada;
A de poética, sua carnadura concreta;
A de economia, seu adensar-se compacta:
Lições da pedra [de fora para dentro,Cartilha muda], para quem soletrá-la.
Outra educação pela pedra: no Sertão
[de dentro para fora, e pré-didática].
No Sertão a pedra não sabe lecionar,
e se lecionasse, não ensinaria nada;
Lá não se aprende a pedra: lá a pedra,
uma pedra de nascença, entranha a alma.
João Cabral de Melo Neto
segunda-feira, 11 de junho de 2007
quarta-feira, 6 de junho de 2007
POR UM PENSAR MAIS LEVE EM EDUCAÇÃOTenho a impressão de que, cada vez mais, a seriedade que habita as relações nos cansa! Sim, creio estarmos cansados de sermos sérios.
Os explicadores, aquele que parecem não abandonar o tom professoral-pastoral jamais, parecem se multiplicar nos dias que seguem. Impressionantemente, a cada esquina, virada de página, ou olhar para o lado, tem um agente explicador que se especializou em algo e faz questão de professorar, transformando beleza em seriedade.
Penso na seriedade que a escola assumiu ao longo de seu caminho. Quando falo de seriedade, me refiro à falta de leveza nas relações com seus estudantes, familiares, com o mundo. Na escola, tudo é capturado por palavras de ordem, palavras especialistas em formatar sentidos, vontades, experiências. Seriedade que anula o estudante, o professor, as famílias. Todos sérios, aturam a rotina exaustiva da escola nos seus intermináveis 200 dias letivos, que, com tantos feriados, impedem as crianças de respirar férias longe dela. Sérios, aguardamos o último dia chegar para nos livrarmos da seriedade e da cruz professoral que a verdade-explicadora-especialista nos coloca.
Pesado. O ar está pesado. Nas escolas, nas ruas, nos cinemas... Cada vez mais! Agora inventaram que cada cinema tem um público específico! Outro dia, escutei de uma pessoa que foi a um cinema e se sentiu um peixe fora d´água! Pode? O que nos acontece? NADA! Nada mais nos acontece! Nada mais parece nos afetar. Trabalhamos por vários motivos e nos esquecemos da leveza do gostar, do simples gostar.
Criança sabe das coisas. Quantas vezes já nos podaram quando apenas gostávamos das coisas “porque sim”? Diziam que isso não era resposta! Uma das coisas mais interessantes em escola é escutar a conversa das crianças. São leves em seus comentários, não devem satisfações sobre seus gostos e “achares”. Muitas vezes, em rodas de conversa, os assuntos vão de um lado ao outro, sem ordem, mas não desordenados, com outra costura. Conversa de criança é uma renda de histórias. Aprende-se muito com essas rendas! Rendas que criam uma cultura, discursos, provocam sentimentos e dão algumas cores para a seriedade das palavras exatas.
Falta leveza na escola! Falta contarmos mais sobre o que nos acontece e o que nos passa, como diz o professor Jorge Larrosa. Falta entendermos que a riqueza de uma relação dentro da escola está na disposição por nos abrirmos para os acontecimentos, que não têm compromisso com o “para sempre”, com o futuro. O aqui e o agora e a surpresa são parceiros da leveza. Falta o professor entender que sua paixão é fundamental para afetar o outro. Não é aquela paixão pela profissão, que emburrece e embrutece o estudo, mas a paixão por ser leve, por rendas, por histórias e por culturas.
Falta professores falarem mais sobre seus gostos também, falta serem menos imparciais, menos explicadores, menos donos das verdades dos outros. Falta deixarem de achar que os outros sempre se importam com suas palavras.
Falta falar mais sobre as inspirações e lugares que os livros nos arremessam, sobre a beleza do olhar para uma tela de cinema, sobre o silêncio que o coração escuta com a música, o pulsar do corpo dentro de uma sala de teatro, os suspiros constantes ao caminhar pelas artes, a emoção de rever amigos e deleitar-se em palavras carinhosas, sobre escutar o som do pôr-do-sol... Falta, simplesmente, gostarmos mais do presente! A vida é agora!
Falta-nos rir, gargalhar, chorar... Sem compromisso! Falta-nos intensidade nas relações, falta-nos um sentir mais poético para aquilo que fazemos. Falta aquela música de fundo!
Penso na escola... Lugar sério. Penso nos habitantes dela.... Sérios! Penso no que ela quer... Coisa séria! Aquela que deveria cultivar a arte do encontro se perde nos desencontros, na individuação, na competição. Dessa forma, afasta as pessoas com uma competitividade sem tamanho. Almeja pessoas sérias... Insensíveis, superficiais em sentimentos, racionais.
Pessoas que se importam com o mundo, de verdade, são pessoas intensas, que se emocionam com o pequeno, coisas pequenas. São elas as únicas capazes de transformar as nossas vidas, de agir pela transformação.
Onde se aprende isso? Com certeza não é na academia-faculdade, não é nos intermináveis cursos de especialização, não é em palestras-shows...
Nos espaços de Estudo e Experiência, experimento algo incrível: desapegada desse valor professoral, desconectada do compromisso pelos acúmulos de profissionais competentes, criamos um outro espaço “formativo”, um não discurso pedagógico. Quero antes, pessoas que se importem com pessoas. Pessoas que se importem com suas vidas, que gostem de viver o hoje!
Nas discussões em grupos de professores, não falamos de escola, mas lemos imagens, desenhamos palavras, degustamos idéias, pensamos leve, livre. Isso muda tudo! Tenho mais do que professores aqui! As crianças e as famílias têm mais do que professores.... Nós nos temos por inteiro, mesmo sabendo que é apenas uma parte.
Sem cortes, intensamente ganhamos nossos dias com a poesia de estarmos no meio de um turbilhão de transformações! Aqui, criamos novos espaços para discutirmos o que fazemos... Pensamos educação por outros caminhos. Pensamentos nômades da educação. Falta-nos o querer de nos perder em pensamentos para podermos nos encontrar nos outros, nos lugares, nos versos, na leveza da simplicidade.
Educar somente para ser aluno, que tem prazo de validade, e não para ser estudante, que é para a vida toda!
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